ad infinitum

É senso comum saber que quanto mais descobrimos, mais dúvidas temos. Mas quando buscamos respostas para quaisquer questionamentos e nos deparamos assim com ainda mais dúvidas, sentimos isso na pele e conseguimos realmente compreender o que isso significa.

No momento em que decidimos expandir nossa mente, aquele insight em que percebemos que precisamos saber mais, aquele segundo em que as coisas viram e vamos em busca do primeiro conhecimento tendo o próprio conhecimento como único objetivo, este momento é como o big bang da consciência. Um único momento decisivo onde tudo começa, e a partir disso o único caminho possível é a expansão.

Assim como é impossível voltar no tempo sem o big crunch, é impossível saber menos sem a morte. E assim como não podemos provar o que acontecerá após o primeiro, o mesmo se aplica ao segundo. A única certeza que podemos ter é que iremos buscar cada vez mais até que algo nos pare, e que esse conhecimento nunca poderá ser tirado de nós.

Creio que a (in)finitude do universo é tão duvidável quanto a do conhecimento, e ambos estão intimamente ligados. Enquanto houver universo, haverá algo a se aprender, a se descobrir. Sendo assim, se há um fim no (ou do) universo, há de haver também o do conhecimento. Mas até onde podemos enxergar e constatar, as possibilidades (estas sim) são infinitas.

Obviamente quanto mais procuramos, mais necessidade sentimos de procurar. O principal é tentar manter a sanidade – ou será que não? Talvez somente não deixar que sejamos pegos. Afinal, o sanatório não nos dá de mãos beijadas os meios para alimentar nossa loucura. E que me matem antes que tirem meu direito de conhecer!

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